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Tribunal Regional Federal de SP manda prosseguir Ação Popular contra Lula, a empresa Oi, o presidente do BNDES, Luciano Coutinho, e o ex-presidente do Banco do Brasil, Antonio Lima Neto.

No ano de 2008 o jornalista Paulo Henrique Amorim perguntava em título de seu blog “A Propina da “BrOi” vai para o “Caixa Dois” de DILMA?”***

 

Oi?

 

FHC e Lula: réus em processos obscuros de privatização?

da Tribuna da Imprensa e Conversa Afiada:

Tribunal Regional Federal de SP manda prosseguir Ação Popular contra Lula, a empresa Oi, o presidente do BNDES, Luciano Coutinho, e o ex-presidente do Banco do Brasil, Antonio Lima Neto.

por Carlos Newton

O governo federal, sob coordenação da então ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff,  em prazo recorde,  mudou a legislação das telecomunicações, facilitou recursos federais de cerca de R$ 7 bilhões do Banco do Brasil e do BNDES, e pressionou a aceitação da Anatel e do TCU para que a empresa de telefonia OI adquirisse a Brasil Telecom (BrT) e se livrasse de uma multa de R$ 490 milhões.

Foi um negócio muito estranho e inexplicável. Como justificar tamanho empenho da administração federal para beneficiar a Oi, uma empresa privada que é sócia de um dos filhos do presidente Lula na Gamecorp? As explicações, que nunca foram dadas, agora terão que ser fornecidas à Justiça.

Por decisão unânime, a 4ª Turma do Tribunal Regional Federal de SP decidiu anular a sentença proferida pela juíza da 12ª Vara Federal, que extinguira a ação popular movida contra a União, o presidente Lula e outros, por conta da venda da empresa de telefonia Brasil Telecom para a Oi.

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A PROPINA DA “BrOi” VAI PARA O “CAIXA DOIS” DE DILMA ?**

Por Paulo Henrique Amorim

 

O jornal O Globo publica reportagem que diz: “Ligações perigosas – Lobby de US$ 260 milhões – Relatórios da PF acusam grupo de Greenhalgh, ligado a Dantas, de cobrar para viabilizar super-tele”.
Diz, em resumo, a reportagem de Ricardo Galhardo e Soraya Aggege:
Luiz Eduardo Greenhalgh exigiu US$ 260 milhões para que a “BrOi” pudesse ser criada.

O dinheiro seria usado para “caixa dois” de uma campanha presidencial.

Os US$ 260 milhões cobririam o custo do trabalho de tráfico de influência de Greenhalgh para aprovar a mudança da legislação que permita a criação da “BrOi”.

Dos US$ 260 milhões, Daniel Dantas entraria com US$ 130 milhões e o Citi com US$ 130 milhões.

O Citi regateou: queria pagar US$ 20 milhões a menos.

Mas Greenhalgh insistiu: US$ 130 milhões OU NADA !

O delegado Protógenes Queiroz
que o Presidente Lula, aquele que tem medo, afastou do comando da investigação – determinou a abertura de investigação especial sobre Greenhalgh, na sexta feira em que foi ejetado do cargo.
O relatorio de Queiroz sobre a participação de Greenhalgh no negócio contém 175 páginas.

Essa é outra denúncia que joga a “BrOi” no colo do Presidente Lula, aquele que tem medo. (*)
Esses US$ 260 milhões de dólares só podem ter uma finalidade, como admitiu o Dr. Queiroz: fazer o “caixa dois” de campanha presidencial.
De que candidato ?
Do candidato in pectoris do Presidente que tem medo, é a conclusão inevitável: a ministra Dilma Rousseff, que, nas gravações dos quadrilheiros, é chamada de “Margaret”, em homenagem à “Dama de Ferro”, Margaret Thatcher.
Roussef aquela que, além do PAC, cuida também do projeto que os quadrilheiros chamam de “leite longa vida” …
Que Dantas distribui propinas, isso não é novidade.
Dantas corrompeu metade do Brasil.
A outra, inutilmente, tenta colocá-lo na cadeia.
Agora, que o Citi dê uma propina de US$ 130 milhões a um lobbista a serviço de um grupo criminoso, isso vai dar cadeia – NOS ESTADOS UNIDOS.
Porque, aqui, banqueiro não fica em cana (muito tempo…).
O Citi se submete, nos Estados Unidos, à Lei Sarbanes-Oxley.
Clique aqui para ler.
Isso vai dar cadeia, NOS ESTADOS UNIDOS !
E não só para os administradores do Citi, apanhados nessa corrupção explícita, mas também cadeia para os dirigentes da Brasil Telecom, liderados por certo Sr. K (a letra “K”, como se percebe, aponta para direções divergentes).
A Brasil Telecom é negociada na Bolsa de Nova York e, portanto, responsável, perante a Sarbanes-Oxley, por honestidade, lisura e transparência na administração da empresa.
A Lei Sarbanes-Oxley saiu das entranhas da maioria conservadora do Congresso americano, depois do escândalo da Enron.
O escândalo da Enron é brincadeira de criança diante da metástase que Dantas espalhou nos órgãos vitais da administração pública brasileira (clique aqui).
O Conversa Afiada tentou entregar à alta direção do Citi, em Nova York, um pendrive com informações sobre a gestão de Daniel Dantas na Brasil Telecom – o que deveria impedir que um administrador sério do Citi fizesse acordo com Daniel Dantas.
O Citi não me recebeu. Agora, se entende por que.
A alta administração do Citi estava na barganha com Greenhalgh – US$ 20 milhões a mais ou a menos …
Esse relatório extra do delegado Queiroz precisa vazar, urgentemente, para que sociedade brasileira faça a “lista suja” dos homens públicos brasileiros: na Anatel, na CVM, Banco Central, BNDES, Banco do Brasil, Legislativo, Executivo, Judiciário, PT, PSDB, DEM, PFL, PMDB, PiG…
Dos US$ 260 milhões – vai sobrar um troco para a Anatel – clique aqui para ler sobre a suspeita de corrupção na Anatel ?
Vai sobrar um troco para a CVM, para o Banco Central, para o BNDES, para o Banco do Brasil, para a Bancada Dantas no Congresso, para os juízes que dão “facilidades”, ou vai tudo para o “caixa dois” da campanha da Ministra Dilma Rousseff ?
Descontada , é claro, a comissão de Greenhalgh, que deve ser coisa pouca …)
Como previu o Conversa Afiada, ainda há muito tempo para Daniel Dantas derrubar o Presidente que tem medo.
Em tempo: como previsto, o nome do Ministro do Futuro Mangabeira Unger, começa a aparecer. Clique aqui para ler no UOL.
Em tempo 2: o Conversa Afiada enviou este artigo às seguintes pessoas: Daniel Gaspar, responsável pela assessoria de imprensa do Citibank no Brasil; Leonardo Guerra, responsável pelo contato da imprensa brasileira com o Citibank em Nova York; Valda Carmo, funcionária da assessoria de imprensa da Casa Civil da Presidência da República e Ministro Franklin Martins, responsável pela comunicação social da Presidência da República.
O Conversa Afiada aguarda o que eles têm a dizer sobre a denúncia.
(*) O Presidente que tem medo está com tanto medo que vai transformar Daniel Dantas no esqueleto no armário do PT. E Fernando Henrique Cardoso, José Serra, Luiz Carlos Mendonça de Barros, André Lara Resende, Pérsio Arida, Ricardo Sérgio de Oliveira e Elena Landau vão morrer de rir !!!
Clique aqui para ler “Dantas se preocupou com destino de Dilma: poderia atrasar a “BrOi”.

*** Originalmente publicado no blog Conversa Afiada em Junho de 2008 (na Internet nada se perde)

LEIA TAMBÉM:

‘A Sociedade e o Livro que nunca foi lançado’

‘Dilma e Serra: ex-terroristas?’

‘O Lula Secreto’

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Segue nota a imprensa de Amaury Jr, do tal livro sobre as PRIVATIZAÇÕES – e que nunca foi lançado

Nota à imprensa
Aos colegas jornalistas:
Estou passando às mãos de todos cópia de uma pequena parte do material que entreguei hoje à Polícia Federal. Todos os papéis foram obtidos de forma legal sem quebra de sigilo fiscal. Vale lembrar que a documentação refere-se aos anos de 1998 até 2002.

O que foi entregue não é resultado de militância partidária, que nunca tive, e sim da única militância que reconheço e pratico, a do jornalismo. Prova disse é que, em junho de 2005, fui o autor de “Aparece o dinheiro”, reportagem de IstoÉ (edição 1863), em que foi exposto o Mensalão do PT. Desejo que a liberdade de imprensa em vigor no país possa servir, agora, ao esclarecimento da população.

São informações oficiais a que tive acesso nos longos anos em que estou trabalhando no tema das privatizações. Pela primeira vez estão sendo trazidas ao conhecimento público. São, portanto, absolutamente inéditas. Foram obtidas judicialmente através de uma ação de exceção de verdade. São documentos da CPMI do Banestado, cujo acesso estava, até então, proibido aos brasileiros. Agora, vieram à luz. Espero que possam, enfim, ajudar a esclarecer um período sombrio do país. Vocês são parte importante e decisiva neste processo.

Chamo a atenção para dois pontos especialmente, ambos alicerçados em informações oficiais obtidas pela dita CPMI na base de dados da conta Beacon Hill do banco JP Morgan Chase e no MTB Bank, ambos de Nova York. A Beacon Hill Service Corporation (BHSC) onde eram administradas muitas subcontas com titulares ocultos. Nos EUA, a BHSC foi condenada em 2004 por operar contra a lei. No Brasil, inspirada pela designação Beacon Hill, a Polícia Federal deflagrou a Operação Farol da Colina, apurando, entre outras personalidades envolvidas, nomes como os do ex-governador paulista Paulo Maluf e do banqueiro Daniel Dantas. Os pontos em questão são os seguintes:

1 . Os depósitos comprovados (pag. 4/11) do empresário GREGÓRIO MARIN PRECIADO, casado com uma prima de JOSÉ SERRA e ex-sócio do ex-governador de São Paulo (o mesmo SERRA), na conta da empresa Franton Interprises (pag. 3/11), vinculada ao ex-caixa de campanha do próprio SERRA e de FERNANDO HENRIQUE CARDOSO, RICARDO SÉRGIO OLIVEIRA. A soma de tais valores ultrapassa os US$ 1,2 milhão e cresce sobretudo no ano eleitoral de 2002, quando SERRA foi candidato à Presidência. Mais de 80% dos recursos recebidos pela Franton na Beacon Hill tem origem em PRECIADO. RICARDO SÉRGIO, como se sabe, foi diretor do Banco do Brasil e o grande articulador de consórcios de privatização no período FHC.

2. Os depósitos realizados pela empresa Infinity Trading, pertence ao empresário CARLOS JEREISSATI, (pag 9/11) igualmente na Franton Interprises e RICARDO SÉRGIO. JEREISSATI liderou um dos consórcios que participou dos leilões de privatização e comprou parte da Telebrás. É de conhecimento geral que a formatação de consórcios e as privatizações da Telebrás também tiveram a intervenção de RICARDO SÉRGIO. Em muitas ocasiões se falou de propina na venda de estatais, mas esta é a primeira vez que aparece uma evidência disso lastreada por documentos bancários oficiais.

Tenho certeza da relevância do material e espero que façam bom uso dele. Um abraço a todos e bom trabalho.
Amaury Ribeiro Junior
Repórter

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Quem pagou a conta de FHC?